Ola amigos!
No passado ,o comércio em nossa cidade era feito de forma muito diferente dos dias de hoje.
Não existiam computadores, cartões de crédito, internet ou qualquer outro mecanismo tecnológico atual.
As relações de troca eram absolutamente pessoais. Na base do “ fio do bigode” como eram popularmente chamadas as transações seguras e confiáveis.
Ao lado da agricultura e pecuária, o comércio local ganhou força a partir da forte imigração que ocorreu no estado após a inauguração da estrada de ferro Noroeste do Brasil por volta de 1914.
Foram brasileiros de vários estados como Minas Gerais, São Paulo, Paraná, assim como estrangeiros vindos de diversos países como Japão, Turquia, Síria, Líbano,Itália,Portugal, Espanha, e de nossos vizinhos Paraguai e Bolívia.
Só na segunda metade do século, vieram os imigrantes de Santa Catarina e Rio Grande Do Sul que definitivamente compuseram o amplo espectro racial, cultural e comercial de nosso povo.
Me lembro que os japoneses ,se dedicavam ao comércio de alimentos.
No Mercadão central e nas feiras livres predominavam as barracas de horti fruti .
Eram alimentos produzidos e comercializados pelas próprias famílias.Uma beleza.!
Me lembro ainda dos armazéns de benefício do arroz que se localizavam no final da rua 14 de Julho e início da 13 de Maio.
Mas foram os chamados “Turcos” que deram uma das maiores contribuições ao comércio local.
Foi na rua 14 de Julho e em ruas próximas, que se formou o centro comercial da cidade.Ali se instalaram e fizeram com seu trabalho dedicado e incansável uma das mais tradicionais referências comerciais do estado.
Cito com grata lembrança, as casas José Abrão, Kalil Abrão, Riachuelo, Gabura s,Casa São Paulo, Palace Royal, Casa Palestina ,o armazém Troncoso e a tradicionalíssima frutaria Califórnia, só para mencionar algumas das dezena de casas históricas da cidade.
Não poderia deixar de citar outros estabelecimentos de pessoas de outras origens étnicas que da mesma forma foram importantíssimas em nossa cidade.
O foto Katayama, a casa Nasser, barbearia do Moreira, selaria Cantero,
Comercial Terra Boa do velho amigo Dinarte, Tip Top lanches, lanchonete Toy, bares Bamboo e Gato que Ri , banca do Hélio, casas Buri, o famoso point Haquitut`s na avenida Afonso Pena, a churrascaria Ponteio, o Bar do Zé, bar Night and Day, geladinhos Mota, esta foi do fundo do baú , a alfaiataria Jovem Guarda, o Hotel Gaspar e Rio Hotel, a farmácia São Bento ,a mercearia Carioca, a bicicletaria Caloi o depósito de construção do Vavas e tantas outras casas comerciais memoráveis.
Não tem como citar tanta gente, mas com o tempo, espero reproduzir outros textos lembrando deste segmento tão importante para nossa região que marcou uma época de ouro.
Com o passar do tempo, vieram os shoppings centers incorporando mudanças irreversíveis no comércio local, bem como novas formas de transações,novas formas de acesso a mercadorias e pagamentos. Enfim, tudo mudou.
Não me atreveria a dar palpites a respeito do futuro…..
Abraço a todos!!

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