Carnaval

Rádio Clube 1970

Escrito por Paulo H. Tognini

Natural de Campo Grande MS Brasil, Médico, Pescador, Flamenguista, Virginiano e Caipira raiz!!

24 de fevereiro de 2022

Olá amigos!

Já que estamos em época de carnaval, não poderia deixar de relatar um dos momentos mais prazerosos de minha juventude. 

Trata-se dos bailes de carnaval no nosso querido e inesquecível Rádio Clube.

Campo Grande em 1970 tinha em torno de 140 mil habitantes (IBGE). Ainda não era capital de Estado, isto só aconteceu em 1977 com a divisão do estado do Mato Grosso. Campo Grande passa então a ser a capital do novo e próspero Estado do Mato Grosso do Sul.

Eu morava na avenida Afonso Pena, aproximadamente 2 quadras do clube. O asfalto chegava até o Obelisco. Nas quadras no entorno do “ Rádio” moravam dezenas de garotos e garotas que frequentavam o clube, as festas, a quadra de futebol de salão e a piscina com regularidade. Era um ponto de encontro da moçada da época.

Mas era no carnaval que aconteciam as maiores agitações.

O presidente do clube era o saudoso e inesquecível Gabriel Calarge, o GABURA. Amigo de todos, uma figura simpaticíssima, era o comandante da folia.

Os famosos “assaltos” carnavalescos começavam um mês antes, todos os sábados.

Sensacionais, imperdiveis. Toda a galera estava lá curtindo as marchinhas carnavalescas até amanhecer o dia. Naturalmente, toda esta moagem não era a seco.  Sempre nos reuníamos na casa de alguém horas antes, para iniciar os trabalhos de “aquecimento”, leia-se tomar umas cuba-libres e outros gorós disponíveis.

Quando chegava fevereiro, estávamos prontos para 5 dias de festas.

Todos sabiamos as letras das marchinhas que eram cantadas entusiasmadamente. A charanga não parava, e o “pau torava” até o raiar do dia. Alguns ainda ficavam chateados com o final dos bailes. Após esta noitada maravilhosa, íamos para a feira livre comer um sobá e tomar uma coca para dar um gás na carcaça, pois ninguém era de ferro e na próxima noite teria mais uma rodada. Maravilhoso este tempo!

Inúmeros casais se formaram naqueles tempos inocentes (para nós).

Conheço vários amigos da época, que já são avós inclusive.

Espero que esta turma conte para os netos as peripécias, algumas impublicáveis, daqueles bons tempos. As brigas, as paqueras, os fogos, as fantasias, as travessuras automobilísticas…Enfim, tudo era alegria!

Quando os amigos se reúnem para lembrar, são risadas do começo ao fim.

Mas, o tempo passou, vieram os samba enredos, outras pessoas, outro momento do país e os gloriosos bailes de carnaval ficaram na memória daqueles que tiveram o privilégio de vivê-los!

Um abraço a todos!

Saudações momescas.

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