Olá amigos!
Comecei a me interessar por futebol em 1970 quando a seleção brasileira venceu a copa do mundo na cidade do México, sagrando-se tri-campeã mundial.
Lembro que foi uma festa maravilhosa. O pai colocava a gurizada na Variant e saía em passeata pelas ruas da cidade em comemoração a cada jogo vencido.
Passadas umas horas um avião, fretado pelo governo do estado, trazia o vídeo de São Paulo que seria reproduzido pela TV Morena, no canal 6, a todos os campo-grandenses. Sensacional!!
Me lembro ainda que naquele ano glorioso, no dia 26/08/1970, data do aniversário da cidade, desfilei de bicicleta com a foto do “craque” Roberto do Botafogo no desfile cívico na Rua 14 de Julho. O Colégio Dom Bosco era uma das escolas mais aguardadas do desfile. Outra festa!
A partir destes acontecimentos, nunca mais parei de jogar e prestigiar nosso futebol.
Como morava na Avenida Afonso Pena, próximo ao Obelisco, frequentava todos os campinhos nos arredores. Joguei muitas “peladas” no Rádio Clube, na Capelinha ( campinho da igreja São José), no Belmar Fidalgo, nos canteiros centrais da avenida etc…
E não foi só nestes lugares. Ainda menino, já jogava nas “peladas dominicais” no campinho do Mamede (clube de campo), no campinho de terra batida do colégio Dom Bosco, no campinho em frente à UCE (União Campograndense de Estudantes) onde hoje se localiza a Prefeitura Municipal de Campo Grande, no campinho do quartel da PE na rua Joaquim Murtinho e por aí vai…Onde tinha um campinho, estava lá!
Ainda na década de 70, o saudoso presidente do Rádio Clube, Gabriel Calarge inaugurou a sede de campo do Rádio Clube. Uma bela estrutura com dois campos de futebol gramados. Foi incrível!
Durante anos frequentei as famosas “peladas das madrugadas”. Os times eram formados por ordem de chegada e nós já saíamos de casa aos sábados à noite com o material esportivo. Após as “moagens” de costume, já íamos direto para o clube. Uma delicia!
Passou-se o tempo e, já universitário, frequentava o campinho do PLEC (Profissionais Liberais Esporte Clube) na saída para Sidrolândia e, na faculdade, integrei o time dos acadêmicos de medicina. Me lembro de jogos memoráveis no estádio Morenão contra os colegas da faculdade de veterinária, nossos maiores rivais!
Por fim, já como médico, frequentei assiduamente a sede campo da AMMS (Associação Médica de MS), onde me lembro das deliciosas “peladas noturnas”.
Foram tempos maravilhosos onde todos se conheciam. Os jogos eram pura diversão, confraternização, celebração da juventude. Naturalmente que sempre rolavam as famosas brigas que no final acabavam no Bar do Paulo, todos juntos dando risadas e fazendo as tradicionais gozações de costume…Maravilhoso!!!! Bons tempos!!!
Lamento o fato deste estilo de vida não estar mais presente no cotidiano das gerações seguintes, pois o futebol de várzea, como costumou se chamar naqueles tempos, perdeu força nos dias de hoje.
Ficaram para mim as lembranças de um tempo feliz!!!
Um abraço a todos, em especial aos “peladeiros”!!!

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