Olá amigos!
Ao longo dos últimos anos, tenho observado as mudanças radicais no comportamento das crianças, no comportamento dos pais, dos familiares e professores. Em suma, a sociedade como um todo passou a tratar as crianças de forma bem diferente do passado.
Nota-se um forte viés comercial, onde os pequenos passaram a ser considerados grandes consumidores em potencial e outras coisas mais.
Nota se claramente as mudanças no foco comportamental como se os mesmos fossem adultos com todas as consequências desta maneira de ser.
Vejo as crianças deixando de ser crianças muito cedo ao deixarem as velhas e tradicionais brincadeiras de lado no momento que passam a substituí-las por celulares, computadores, tablets etc. Neste momento, passam a ser alvo de interesses diversos de pessoas e entidades que não necessariamente transmitem coisas boas e saudáveis aos mesmos.
Quando era menino tive o privilégio de brincar! Simplesmente brincar!
Carrinho de rolimã, futebol,queimada, esconde-esconde, pandorga, bolita, peão, futebol de botão, amarelinha, bicicleta na rua, autorama, forte apache, além da famosa brincadeira de bete.
O interessante de tudo isto era que nós mesmos fazíamos os carrinhos, os estilingues, as pipas, consertávamos as bicicletas, as varas de pescar, etc. Desde cedo aprendi a manusear ferramentas, arrear cavalos, remendar as camisas de futebol, etc., fatos que, sem dúvidas,
estimularam a criatividade e a iniciativa.
Lembro-me que os sonhos de consumo se limitavam a uma bicicleta nova, a uma bola de “capotão” nova, um luxo.
Hoje as crianças querem um celular novo. Sinal dos tempos.
No passado, não ouvíamos falar em pornografia infantil, suicidio de adolescentes, pedofilia, prostituição ou outras coisas do gênero, inadequadas para qualquer criança.
Então brincávamos inocentemente, até a adolescência, sem nenhuma malícia.
Já mais próximo dos 15 ou 16 anos, começaram as famosas brincadeiras dançantes nas festinhas de aniversário e outras. Aí sim as coisas começaram a mudar o foco da gurizada.
Dançar de rosto colado ouvindo Do You Wanna Dance, do Johnny Rivers, com a “paquera” foi a abertura das portas do céu para uma nova e maravilhosa etapa da vida.
Não sei se os jovens de hoje sentiram este gosto.
Tenho a impressão que algumas etapas foram puladas.
Não sei se isto foi bom ou mau.
Abraço a todos!

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